Os 135 anos de Coco Chanel e sua influência na moda

Nesse mês de agosto a mais influente mulher estilista do mundo – Coco Chanel – estaria completando 135 anos se estivesse viva.

Gigante em uma indústria curiosamente dominada por homens – o universo da moda – Coco Chanel é considerada a primeira (e talvez a maior) das empoderadas mulheres da moda do século XX, com um senso estético e uma atitude que repercutem até hoje.

Nascida Gabrielle Bonheur Chanel em um hospital para indigentes, desde muito cedo foi adepta do trabalho duro e de uma atitude empreendedora. Quando ainda trabalhava em um armarinho na cidade de Moulins, centro da França, decidiu que queria ser artista. Como só sabia duas músicas, insistiu para apresentar-se em um café local e lá apresentava as canções “Ko-ko-ki-ko” e “Qui qu’a vu Coco” (Quem foi que viu Coco), que tinham refrões muito parecidos. Por causa delas os frequentadores habituais do local – militares do 10º Regimento de Cavalaria – a apelidaram de Coco.

Uma verdadeira self-made woman já em 1910 tinha uma loja de chapéus para as artistas de teatro. A partir da maneira como ela própria se vestia, já atraia olhares por onde passava. Em uma época na qual as mulheres escondiam todo seu corpo, usavam espartilhos e cabelos longos e joias verdadeiras. Chanel apostou nas roupas soltas, adaptadas do vestuário masculino, com decotes jamais vistos e muita bijuteria.

Com o estouro da Primeira Guerra Mundial e o clima de austeridade reinante, a sociedade simplesmente não se adequava mais às vestimentas extravagantes. “Uma moda totalmente inadequada”, dizia ela. A moda confortável e prática de Chanel tornou-se o ideal. Naquele momento, o uso de tecidos considerados simples, como o jérsei, e as pérolas falsas acabaram por democratizar estilo e elegância. Chanel desafiou as fronteiras de classe e riqueza e democratizou a elegância, uma vez que a peça poderia ser usada por qualquer mulher, independente da classe econômica. De sua autoria são o vestido “pretinho básico”, a bolsa 4.55 e o tailleur de tweed.

E também o tão conhecido “corte Chanel”.

No início do século XX apenas atrizes, coristas e outras mulheres ousadas usavam cortes curtos (especialmente o estilo a la garçonne). No caso do corte Chanel (conhecido internacionalmente como “Bob” ou “Bobcut”), conta-se que em uma noite de 1918, Coco Chanel, atrasada para um compromisso, queimou as pontas do cabelo com o ferro Marcel usado para ondular o cabelo. Decidida, ela mesmo cortou o cabelo, rente a nuca e na altura do queixo. Surgiu aí o clássico atemporal.

O clássico corte Chanel leva para a moda de cabelos tudo que Coco Chanel pregava: um corte “masculino” adaptado para mulheres, simplicidade, conforto, praticidade e elegância econômica. Em sua versão clássica, é cortado de forma reta e usado em cabelos na altura do queixo em fios lisos, levemente ondulados e com pouco volume. Hairdesigners com conhecimento Pivot Point sabem que o clássico Chanel é feito com a Forma Sólida, mas que variações em Graduação (simétricas e assimétricas) são atualmente muito pedidas. Além disso, estão muito em voga os “descendentes” long bob e choppy bob.

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